Vamos contar um segredo: aprender como separar despesas pessoais de despesas comerciais pode evitar uma enorme dor de cabeça no futuro.
Ao abrir uma empresa, pode parecer mais fácil misturar os gastos do negócio com os pessoais. No entanto, essa prática pode criar problemas mais adiante, principalmente na organização contábil, no cumprimento das obrigações fiscais e na proteção do patrimônio.
Na prática, esse atalho pode rapidamente se transformar em um problema.
Mas não se preocupe. Organizar as finanças da empresa não é tão difícil quanto parece. Para ajudar você a definir o melhor caminho e evitar erros que podem sair caro, reunimos algumas medidas práticas para separar as despesas pessoais das empresariais.
Por que separar despesas pessoais de despesas comerciais?
Manter as finanças pessoais e empresariais separadas é importante por motivos que vão muito além da organização. Essa divisão facilita a contabilidade, mantém registros claros das compras feitas pela empresa e, dependendo da estrutura jurídica escolhida, ajuda a preservar o patrimônio pessoal diante de problemas financeiros ou jurídicos do negócio.
A separação também oferece uma visão mais organizada da situação financeira da empresa. Assim, fica mais fácil acompanhar os gastos, cumprir as obrigações fiscais e solicitar empréstimos ou outras formas de financiamento quando chegar a hora de crescer. Ao estabelecer uma divisão clara entre o dinheiro pessoal e o empresarial, você também consegue identificar com mais facilidade desperdícios, retiradas excessivas e outros problemas de gestão.
Vale lembrar que apenas separar as movimentações bancárias não garante proteção patrimonial. O nível de responsabilidade do proprietário depende da estrutura jurídica da empresa, como MEI, Empresário Individual ou Sociedade Limitada.
Como separar despesas pessoais de despesas comerciais
- Formalize sua empresa e obtenha o CNPJ
- Escolha e registre a estrutura jurídica da empresa
- Abra uma conta bancária exclusiva para o negócio
- Use um cartão empresarial de crédito ou débito
- Defina o pró-labore e outras retiradas
- Registre todas as receitas e despesas da empresa
- Mantenha os documentos organizados e cumpra as obrigações fiscais
1. Formalize sua empresa e obtenha o CNPJ
O primeiro passo para separar suas despesas é formalizar o negócio e obter um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Esse número identifica a empresa perante a administração tributária e é usado em diferentes atividades, como emitir documentos fiscais, abrir uma conta empresarial, contratar serviços e cumprir obrigações fiscais.
Quem atende aos requisitos do Microempreendedor Individual pode fazer a formalização gratuitamente pelo Portal do Empreendedor. Para outras estruturas, a abertura geralmente passa pelos procedimentos da Redesim e pelos órgãos de registro competentes.
Ter um CNPJ ajuda a organizar a atividade empresarial, mas não cria, por si só, uma separação completa entre os bens pessoais e os da empresa. Essa proteção depende da estrutura jurídica escolhida, que é o próximo ponto abaixo.
2. Escolha e registre a estrutura jurídica da empresa
A próxima etapa é escolher e registrar uma estrutura jurídica adequada. Cada opção possui regras diferentes sobre faturamento, número de sócios, administração, obrigações formais e responsabilidade pelas dívidas da empresa.
Essa escolha também influencia o grau de separação entre o patrimônio do negócio e os bens pessoais do proprietário. Por isso, avalie os riscos da atividade, os planos de crescimento e a necessidade de receber investimentos antes de decidir.
Microempreendedor Individual (MEI)
O MEI é uma forma simplificada de atuação como empresário individual. Ele é destinado a pequenos negócios que atendem aos limites e requisitos da categoria, incluindo as atividades permitidas, o faturamento máximo e as regras sobre contratação de funcionários.
Entre suas principais vantagens estão a formalização simplificada, o pagamento de tributos em valor mensal fixo e uma quantidade menor de obrigações administrativas. Por outro lado, o MEI não pode ter sócios e oferece menos flexibilidade para empresas que pretendem crescer, ampliar significativamente a equipe ou exercer atividades não incluídas na lista autorizada.
O MEI também não cria uma separação patrimonial equivalente à de uma Sociedade Limitada. Como o negócio está diretamente ligado ao titular, os bens pessoais do empreendedor podem responder pelas obrigações da atividade.
Empresário Individual
O Empresário Individual também exerce a atividade empresarial em nome próprio e não pode ter sócios. Diferentemente do MEI, porém, essa estrutura não está sujeita às mesmas limitações de faturamento, atividades permitidas ou quantidade de funcionários.
Ela pode ser uma alternativa para quem não se enquadra no MEI, mas ainda deseja operar sozinho e manter uma estrutura relativamente simples. No entanto, não existe uma separação completa entre o patrimônio da empresa e o patrimônio do titular.
Isso significa que o proprietário responde de forma ilimitada pelas dívidas e obrigações do negócio. Em determinadas situações, dinheiro, veículos, imóveis e outros bens pessoais podem ser usados para satisfazer compromissos da empresa.
Sociedade Limitada
A Sociedade Limitada é uma das estruturas societárias mais utilizadas no Brasil. Seu capital é dividido em quotas, e as regras sobre administração, participação dos sócios e distribuição dos resultados são definidas no contrato social.
Ela pode ser constituída por duas ou mais pessoas ou por apenas uma. Quando tem um único sócio, costuma ser chamada de Sociedade Limitada Unipessoal, embora continue sendo juridicamente uma Sociedade Limitada, e não um tipo empresarial separado.
Em regra, a responsabilidade dos sócios fica limitada ao valor de suas quotas. Isso cria uma separação mais clara entre os bens da empresa e o patrimônio pessoal dos proprietários. Os sócios, no entanto, respondem pela integralização do capital social, e a proteção patrimonial pode ser afastada em situações previstas em lei, como abuso da personalidade jurídica ou confusão patrimonial.
A Sociedade Limitada costuma oferecer mais flexibilidade do que uma S.A. para definir regras internas e pode atender tanto pequenos negócios quanto empresas maiores.
Sociedade Anônima (S.A.)
Na Sociedade Anônima, o capital é dividido em ações, e os proprietários são chamados de acionistas. A responsabilidade de cada acionista fica limitada ao preço de emissão das ações que subscreveu ou adquiriu.
Uma S.A. pode ser:
- de capital fechado, quando suas ações não são negociadas publicamente no mercado de valores mobiliários;
- de capital aberto, quando seus valores mobiliários podem ser negociados em bolsa ou no mercado de balcão, com registro e supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Essa estrutura costuma ter regras de governança, administração, demonstrações financeiras e tomada de decisões mais detalhadas do que uma Sociedade Limitada. Por isso, pode fazer sentido para empresas que pretendem receber vários investidores, facilitar a transferência de participações, captar recursos no mercado ou adotar uma governança mais robusta.
Por outro lado, a constituição e a manutenção de uma S.A. tendem a ser mais complexas. Para a maioria dos pequenos e-commerces, uma Sociedade Limitada costuma ser mais simples, enquanto a S.A. geralmente aparece em operações com estrutura societária e planos de captação mais sofisticados.
Entenda a desconsideração da personalidade jurídica
A desconsideração da personalidade jurídica ocorre quando, em situações previstas em lei, determinadas obrigações da empresa podem alcançar os bens particulares dos sócios ou administradores. Isso pode acontecer em casos de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Pagamentos recorrentes de despesas pessoais com recursos da empresa, ou de obrigações empresariais com dinheiro pessoal sem o devido registro, podem contribuir para demonstrar que não existe uma separação patrimonial efetiva.
Por isso, mesmo em uma Sociedade Limitada, manter contas, cartões, documentos e movimentações separados não é apenas uma boa prática de organização. É também uma medida importante para demonstrar que a empresa funciona como uma entidade distinta.
3. Abra uma conta bancária exclusiva para a empresa
Uma das medidas mais práticas para separar despesas pessoais de despesas comerciais é abrir uma conta bancária exclusiva para o negócio. Faça isso o quanto antes para desenvolver bons hábitos financeiros e manter registros claros desde o início.
Uma conta empresarial permite concentrar as receitas e os pagamentos relacionados à atividade em um só lugar. Você pode usá-la para receber vendas, pagar fornecedores e funcionários, comprar materiais e equipamentos, recolher tributos e cobrir as despesas operacionais.
Mesmo para o MEI, que não é obrigado a abrir uma conta de pessoa jurídica, separar as movimentações facilita a administração e ajuda a distinguir o patrimônio pessoal do dinheiro da empresa.
Ao manter uma conta exclusiva, você cria um histórico de fácil acompanhamento para toda a atividade financeira do negócio. Isso simplifica a organização contábil, a análise das finanças, a preparação das obrigações fiscais e a conciliação entre vendas, pagamentos e extratos bancários.
Conta corrente e conta para reservas
A conta usada no dia a dia é essencial para receber vendas e pagar despesas. No entanto, considere também manter uma conta separada ou uma aplicação empresarial de fácil resgate para reservar dinheiro destinado a finalidades específicas, como:
- pagamento de tributos;
- formação de um fundo de emergência;
- reposição de estoque;
- manutenção de equipamentos;
- investimentos futuros na empresa.
Separar essas reservas do dinheiro usado na operação ajuda no planejamento e reduz o risco de gastar valores que serão necessários mais adiante.
4. Use um cartão empresarial de crédito ou débito
Depois de abrir a conta da empresa, solicite um cartão vinculado a ela. Pode ser um cartão de débito, que utiliza diretamente o saldo disponível, ou um cartão de crédito exclusivo para o negócio.
Um cartão empresarial reforça a separação das finanças porque permite pagar despesas profissionais com recursos da empresa. Use-o para custos como:
- anúncios online;
- softwares e assinaturas;
- embalagens e fretes;
- materiais de escritório;
- equipamentos;
- combustível;
- viagens profissionais;
- compras de fornecedores.
Algumas instituições também oferecem cartões adicionais, limites individuais para funcionários e relatórios que facilitam o acompanhamento dos gastos da equipe.
Construa um histórico financeiro para a empresa
Usar o crédito com responsabilidade e pagar as obrigações em dia pode contribuir para o histórico financeiro do CNPJ e para futuras análises de crédito. Bancos e outras instituições consideram diferentes informações ao decidir sobre limites, empréstimos e financiamentos, incluindo operações existentes e registros de pagamento. No entanto, isso não significa que exista um único “score empresarial” válido para todas as instituições. Os critérios, os limites e as condições dependem das políticas de cada banco ou fornecedor.
Use o cartão empresarial somente para gastos legítimos do negócio. Despesas pessoais devem ser pagas com o dinheiro transferido regularmente para sua conta pessoal, e não diretamente com recursos ou cartões da empresa.
5. Defina o pró-labore e outras retiradas
Você pode transferir dinheiro da empresa para uso pessoal, mas precisa fazer isso de forma organizada e devidamente registrada. Uma das maneiras mais eficazes de manter as finanças separadas é estabelecer uma remuneração regular e transferi-la da conta empresarial para a conta pessoal em datas definidas.
Dependendo da estrutura jurídica e da situação da empresa, essa transferência pode ocorrer por meio de:
- pró-labore, que remunera o trabalho exercido pelo sócio na administração ou operação;
- distribuição de lucros, quando existem resultados apurados e os requisitos contábeis são atendidos;
- retirada do titular, conforme a estrutura e a orientação contábil;
- reembolso, quando o proprietário paga uma despesa legítima da empresa com recursos pessoais.
Essas formas de retirada não são equivalentes e podem ter tratamentos contábeis, previdenciários e tributários diferentes. Por isso, defina com um contador como cada pagamento deve ser calculado e registrado.
Crie uma periodicidade, como mensal ou quinzenal, e identifique claramente a natureza da transferência. Depois que o valor chegar à sua conta pessoal, você poderá usá-lo para moradia, alimentação, lazer e outros gastos particulares.
Evite retirar dinheiro diretamente do caixa empresarial sempre que surgir uma despesa pessoal. Tratar sua remuneração como uma transação formal reforça a separação entre as finanças da empresa e as suas.
6. Registre todas as receitas e despesas da empresa
Organizar as finanças sempre beneficia o negócio. Acompanhar todo o dinheiro que entra e sai é fundamental para manter as movimentações separadas, entender a lucratividade e cumprir corretamente as obrigações fiscais.
Toda empresa tem custos, como compra de mercadorias, matéria-prima, energia, publicidade, frete, equipamentos e serviços digitais. Sempre que você receber uma receita ou fizer uma compra relacionada ao negócio, registre a transação e guarde os documentos correspondentes, como notas fiscais, recibos, faturas e comprovantes bancários.
Entenda os regimes de caixa e de competência
Existem duas formas comuns de acompanhar as movimentações:
- Regime de caixa. Registra as entradas e saídas quando o dinheiro é efetivamente recebido ou pago.
- Regime de competência. Reconhece receitas e despesas quando elas são geradas, independentemente da data do recebimento ou pagamento.
O controle pelo regime de caixa é útil para acompanhar a disponibilidade de dinheiro e planejar os pagamentos. Já as demonstrações contábeis são, em geral, elaboradas pelo regime de competência, com exceção do fluxo de caixa. O método e as normas aplicáveis à empresa devem ser definidos com orientação contábil.
Use softwares de gestão e apps
Já se foram os dias em que era necessário guardar todos os comprovantes de papel em uma caixa. Embora os documentos físicos ainda possam ser mantidos quando necessário, softwares financeiros, ERPs e apps facilitam o registro e a categorização das receitas e despesas.
Dependendo da ferramenta, você pode importar pedidos e vendas da loja virtual, conectar contas bancárias, anexar comprovantes digitais, controlar contas a pagar e a receber, acompanhar o fluxo de caixa e gerar relatórios para análise e contabilidade. Antes de contratar, confirme se o sistema oferece suporte ao Brasil, integra-se às ferramentas que sua empresa utiliza e permite exportar os dados necessários para o contador.
Registre corretamente as despesas de uso misto
Alguns gastos podem ter uso pessoal e empresarial ao mesmo tempo, como internet residencial, telefone, veículo particular ou um espaço de trabalho dentro de casa. Nesses casos, registre apenas a parcela relacionada ao negócio e adote um critério claro e justificável:
- Espaço de trabalho em casa. Documente a área e os custos relacionados ao uso profissional.
- Veículo pessoal. Registre os deslocamentos realizados para entregas, visitas a fornecedores ou outras atividades empresariais.
- Telefone e internet. Identifique a proporção utilizada no atendimento, na administração e em outras tarefas da empresa.
Guarde os comprovantes e consulte um contador antes de considerar qualquer valor como despesa dedutível. O tratamento depende da natureza jurídica, do regime tributário, da documentação e da finalidade de cada gasto.
Se você pagar uma despesa legítima da empresa com dinheiro pessoal, registre a compra e faça posteriormente um reembolso documentado. Isso é melhor do que deixar a movimentação misturada e sem explicação.
7. Mantenha os documentos organizados e cumpra as obrigações fiscais
Se você seguiu as etapas anteriores, terá uma base muito melhor para cumprir uma das partes mais importantes da separação financeira: registrar corretamente as operações e atender às obrigações fiscais da empresa.
Essas obrigações dependem da estrutura jurídica, do regime tributário, da atividade, da localização e da existência de funcionários.
Principais obrigações dos pequenos negócios
O MEI deve pagar mensalmente o DAS, preencher o Relatório Mensal de Receitas Brutas e apresentar a DASN-SIMEI até o último dia de maio do ano seguinte. O relatório e as notas fiscais relacionadas devem ser arquivados por pelo menos cinco anos.
As micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, com exceção do MEI, normalmente enviam as informações mensais pelo PGDAS-D até o dia 20 do mês seguinte e apresentam anualmente a DEFIS até o último dia de março.
Outras empresas podem estar sujeitas a obrigações diferentes, de acordo com o Lucro Presumido, o Lucro Real, os tributos estaduais e municipais e as operações realizadas.
Manter os documentos organizados durante o ano facilita o trabalho do contador e reduz o risco de erros. Guarde, conforme os prazos aplicáveis:
- notas fiscais de entrada e saída;
- comprovantes bancários;
- faturas de cartão;
- contratos;
- documentos da folha de pagamento;
- guias de tributos;
- relatórios dos meios de pagamento;
- registros de retiradas e reembolsos;
- comprovantes de despesas.
Quando contratar um contador
O MEI é dispensado da escrituração dos livros fiscais e contábeis exigidos de outras empresas, embora possa contratar um profissional para ajudar na organização e no planejamento.
Para outras estruturas, um contador registrado no CRC é obrigatório, pois ele deve classificar receitas e despesas, definir o pró-labore e a distribuição de lucros, registrar aportes, retiradas e reembolsos, preparar demonstrações contábeis, calcular tributos, entregar declarações, acompanhar prazos e orientar a guarda dos documentos.
Obrigatório ou não, esse apoio economiza tempo, melhora a qualidade das informações financeiras e reduz o risco de falhas que resultem em multas ou problemas com o Fisco.
AVISO: Este guia é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento jurídico ou profissional. Consulte um especialista, instituições e autoridades para obter informações específicas sobre seu local e circunstâncias. A Shopify não se responsabiliza pelo uso desses guias.
Perguntas frequentes sobre como separar despesas pessoais de despesas comerciais
Por que separar despesas pessoais e empresariais?
Separar as despesas pessoais das empresariais é importante para manter a contabilidade correta, registrar com clareza todas as compras do negócio e reduzir o risco de problemas fiscais, financeiros ou jurídicos. Essa organização também oferece uma visão mais precisa da situação da empresa, facilitando o acompanhamento dos gastos, a preparação das obrigações tributárias e a solicitação de empréstimos ou outras formas de financiamento. Ao manter uma divisão clara entre o dinheiro pessoal e o empresarial, você também consegue identificar com mais facilidade desperdícios, retiradas excessivas, falhas no controle do caixa e outras situações que podem prejudicar a gestão financeira do negócio.
Posso misturar dinheiro pessoal e dinheiro da empresa?
O ideal é evitar. Pagar despesas pessoais com recursos da empresa ou gastos empresariais com dinheiro particular sem fazer o devido registro prejudica a transparência financeira e pode gerar dificuldades contábeis, fiscais e jurídicas. Mesmo para o MEI, que não é obrigado a ter uma conta PJ, o Portal do Empreendedor recomenda separar o patrimônio pessoal do dinheiro do negócio.
É realmente necessário separar as finanças pessoais e empresariais?
Sim. Manter contas, cartões e registros separados oferece uma visão mais clara da situação financeira do negócio, reduz o risco de usar recursos de forma inadequada e facilita o controle das despesas e dos impostos. Essa prática é recomendada mesmo quando a abertura de uma conta PJ não é obrigatória.
O que é desconsideração da personalidade jurídica?
É uma medida que permite, em situações previstas em lei, que determinadas obrigações da empresa atinjam os bens particulares de sócios ou administradores. Isso pode ocorrer quando há abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
O que é CNPJ e preciso ter um?
O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) reúne as informações cadastrais que identificam empresas e outras entidades perante as administrações tributárias. Ao formalizar-se como MEI ou abrir uma empresa, você obtém um CNPJ para emitir documentos fiscais, contratar serviços e realizar outras atividades em nome do negócio. A necessidade e o tipo de formalização dependem da atividade exercida.
Posso usar dinheiro pessoal para pagar despesas da empresa?
Sim, isso pode acontecer ocasionalmente. No entanto, guarde a nota fiscal ou o comprovante, registre a despesa e faça o reembolso ao proprietário de maneira identificada. Assim, a contabilidade consegue demonstrar que o gasto pertence à empresa, mesmo tendo sido pago inicialmente com recursos pessoais.

