O e-commerce B2B é o modelo em que uma empresa comercializa e vende produtos ou serviços para outras empresas por meio de canais digitais.
O objetivo é simples: expandir o alcance dos clientes e reduzir os custos de atendimento para gerar mais receita para o seu negócio. Para as empresas B2B que já adotam esse modelo, o e-commerce se tornou o principal canal de geração de receita, representando mais de um terço das vendas totais.
Mas como começar um negócio no modelo de e-commerce B2B? E o que esperar do futuro desse formato?
Se você não está familiarizado com este modelo de e-commerce, não se preocupe. Este guia explica como ele funciona e como estruturar uma operação em uma plataforma de e-commerce B2B.
Como funciona o e-commerce B2B
O termo business-to-business (ou B2B) refere-se à venda de produtos e serviços diretamente entre duas empresas.
Como modelo de negócio, o B2B é bem diferente do B2C, onde as empresas vendem diretamente aos consumidores. O e-commerce B2B envolve transações entre um fabricante e um atacadista, ou um atacadista e um varejista, através de um portal de vendas online.
O e-commerce B2B é um dos modelos de vendas que mais cresce. Estimativas indicam que o mercado mundial desse setor deve alcançar US$ 36 trilhões até o final de 2026.
A inovação e a tecnologia das plataformas de e-commerce B2B têm impulsionado esse movimento. Tradicionalmente, o comércio B2B envolvia processos de vendas e marketing manuais, muitas vezes intensivos em mão de obra.
Com a adoção do comércio digital, as empresas podem reduzir custos e aumentar a eficiência através da automação. De acordo com a Gartner, iniciativas de digitalização podem reduzir os custos operacionais das empresas em aproximadamente 15% a 30% ao longo de até dois anos.
Os vendedores B2B trabalham com:
- Atacadistas
- Grandes varejistas
- Organizações como escolas ou ONGs
- Revendedores
Compradores e vendedores agora podem se encontrar em um único mercado digital, fazendo e gerenciando pedidos de seus celulares e criando novas oportunidades para as empresas se conectarem com distribuidores e fornecedores.
As principais vantagens do e-commerce B2B incluem:
- Processos de vendas automatizados entre empresas, fornecedores e distribuidores
- Redução de custos de infraestrutura e despesas gerais
- Menor necessidade de intermediários
- Perspectivas de crescimento mais elevadas
- Capacidade de alcançar um mercado em massa em grande escala
- Presença de marca omnichannel disponível 24/7
- Melhores relacionamentos com parceiros
- Alta produtividade dos funcionários
Tendências e estatísticas de mercado de e-commerce B2B para 2026
- Crescimento do e-commerce B2B
- Novas expectativas dos compradores influenciadas pelo B2C
- Avanços na integração digital e nos processos de aquisição
Desafios nas cadeias de suprimentos e ineficiências nos fluxos de trabalho B2B evidenciaram a necessidade de modernização nas operações. Nesse contexto, a migração para o e-commerce se tornou um caminho estratégico. Embora a transição possa parecer complexa, empresas que adotam o modelo digital tendem a se beneficiar de uma melhor experiência do cliente, processos de pedidos mais eficientes e novas oportunidades de receita.
Crescimento do e-commerce B2B
Segundo estudos recentes, o e-commerce B2B global tem projeção de alcançar cerca de US$ 36 trilhões em 2026. No Brasil, a receita total do e-commerce superou R$ 235 bilhões em 2025, com participação cada vez maior das transações entre empresas.
O comportamento dos compradores também vem mudando. O comprador B2B está cada vez mais digital, com jornadas mais autônomas, personalizadas e menos dependentes de interações presenciais, refletindo a busca por experiências mais ágeis e eficientes.
Os vendedores também estão ampliando seus investimentos em canais digitais. Empresas B2B têm direcionado mais recursos para e-commerce e digitalização, buscando maior eficiência comercial e redução de custos operacionais. Estudos indicam que a digitalização das vendas pode gerar ganhos relevantes de produtividade e crescimento de receita, impulsionando o investimento contínuo em canais online.
Além disso, a personalização tem gerado impacto direto nos resultados. Empresas que adotaram estratégias de hiperpersonalização em seus portais B2B registraram aumento médio de 18% no ticket médio, reforçando a importância de experiências mais direcionadas para o cliente corporativo.
Novas expectativas dos compradores influenciadas pelo B2C
Os compradores B2B avançaram muito em suas expectativas. Mais de 60% dos compradores B2B já preferem realizar compras sem interação com vendedores, reforçando a demanda por experiências digitais e de autoatendimento.
Antes acostumados a portais complexos e à dependência do retorno de representantes de vendas, os compradores mais jovens — especialmente os millennials — passaram a exigir experiências mais simples, ágeis e semelhantes às do B2C.
Um estudo da McKinsey & Company indica que entre 70% e 80% dos decisores B2B já preferem realizar compras por meio de canais digitais e interações remotas, em vez do modelo tradicional baseado em contato presencial. Esse movimento tem acelerado a transição das operações para o ambiente online, o que exige não apenas tecnologia, mas também planejamento estratégico, integração entre sistemas e alinhamento com estruturas comerciais já estabelecidas, especialmente quando há representantes e distribuidores envolvidos.
Avanços na integração digital e nos processos de aquisição
A área de compras vem passando por uma transformação acelerada, com o uso crescente de automação e inteligência artificial nos processos de aquisição. Empresas que adotam essas tecnologias têm registrado ganhos relevantes de produtividade e redução de custos operacionais, tornando as operações mais ágeis e eficientes.
A mudança é impulsionada pela forma como as B2B estão acontecendo. Os compradores estão migrando para uma experiência online, sem representantes. A Forrester (link em inglês) prevê que mais da metade dos acordos de alto valor (US$ 1 milhão ou mais) serão tratados inteiramente por autoatendimento ou marketplaces em 2026.
Para acompanhar esse cenário, muitas empresas estão modernizando suas estruturas tecnológicas. A adoção de soluções integradas — que conectam etapas como seleção de fornecedores, negociação e pagamento — tem crescido, com foco em maior controle e eficiência operacional. Segundo a PwC, empresas estão priorizando a digitalização de processos como source-to-contract e o uso de dados para tomada de decisão.
Tipos de e-commerce B2B
Se você está apenas começando no e-commerce B2B, provavelmente se encaixará em uma das quatro categorias a seguir. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens, e muitas empresas operam em várias categorias simultaneamente.
B2B2C
No varejo B2B2C, uma empresa trabalha com outra empresa para vender seus produtos ou serviços. Por exemplo, uma empresa B2B2C pode fabricar um produto e vendê-lo para outra empresa, que irá comercializá-lo e vendê-lo aos consumidores.
Uma diferença chave entre B2B2C e atacado é que a loja voltada para o cliente mantém a marca da empresa B2B2C, e não da empresa intermediária que lida com as vendas para os consumidores.
Atacado
Um negócio de atacado vende mercadorias em grandes quantidades para outras empresas que, por sua vez, as vendem aos consumidores a preços de varejo.
Se você atua no atacado, marketplaces B2B voltados ao comprador podem ser uma forma eficiente de divulgar seus produtos para varejistas e empresas, com menor necessidade de investimento em marketing. Nesse modelo, a demanda é concentrada — há muitos compradores ativos e um número mais limitado de vendedores —, o que aumenta as chances de visibilidade e conversão.
Fabricante
Fabricantes produzem mercadorias em grandes quantidades e as vendem para outros fornecedores, atacadistas ou fabricantes. Por exemplo, um fabricante pode produzir cadarços especiais, que odem ser vendidos para um fabricante de calçados de luxo.
Com a evolução do mercado, os fabricantes passam a atender à crescente demanda digital. Atacadistas, fornecedores, outras empresas B2B e consumidores buscam mais flexibilidade na forma de comprar produtos. As empresas esperam cada vez mais que os fabricantes ofereçam transações online com acesso a recursos personalizados, como preços, prazos de produção e variações de tamanho.
Distribuidor
Distribuidores cuidam de etapas como embalagem, envio e marketing, atividades que um fabricante pode preferir não assumir internamente. Por isso, fabricantes podem optar por se associar a distribuidores para comercializar seus produtos.
Além disso, essa parceria pode ser estruturada de forma digital. Ao operar por meio de plataformas online, fabricantes e distribuidores conseguem tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente, atendendo ou até superando as expectativas dos clientes.
Um exemplo é o Fulfillment da Amazon. Hoje, tanto empresas novas quanto consolidadas optam por terceirizar suas operações logísticas para grandes players do e-commerce, como a Amazon.
Fases de um negócio B2B
Não existe uma jornada única para negócio B2B, mas há algumas fases que quase todo negócio B2B passa à medida que cresce. Confira como uma empresa vai de startup a uma operação madura e lucrativa.
Startup
Pense na fase de startup como a fase de faísca, quando todas as ideias são válidas. Neste estágio, você passou pelo processo de ideação e tomou a decisão firme de iniciar seu negócio de e-commerce B2B. Você está testando o mercado ao dar vida à sua ideia e fazendo suas primeiras vendas.
A fase de startup é a fase de feedback. À medida que você faz vendas (ou não) e recebe feedback do mercado, este é o momento perfeito para ser ágil e se ajustar para atender à demanda do mercado.
Existem várias metas-chave relevantes durante a fase de startup, incluindo:
- Validar seu produto mínimo viável através de vendas
- Garantir que sua ideia de startup resolva um problema e ofereça valor
- Descobrir seu mercado total endereçado (TAM)
- Criar reconhecimento de marca
Alcançar essas metas não acontecerá sem passar pelos desafios típicos de startups. Neste estágio, você pode descobrir que seu produto não teve aceitação e que seu público não está interessado em comprar o que você está vendendo.
Por outro lado, o oposto completo pode acontecer: a demanda pelo seu produto pode ser tão alta que você esgota os poucos itens que criou para teste. Enquanto você se apressa para criar mais, os consumidores podem se desinteressar ao receber o aviso de que o produto está esgotado. Contudo, encarando a realidade, esse cenário geralmente é a exceção, e não a regra.
No início, a maioria das empresas enfrenta dificuldades para gerar vendas e ganhar tração, mas isso é normal. Isso não significa necessariamente que a ideia de negócio não seja viável. À medida que o feedback é incorporado, o produto passa por diferentes ajustes e novos segmentos de mercado são testados, o crescimento começa a aparecer. Esse é o momento que leva à próxima fase.
Crescimento
Na fase de crescimento, as coisas começam a se encaixar. As vendas aumentam, tornam-se mais previsíveis, e novos clientes passam a descobrir a marca com mais frequência.
Aqui é onde você pode começar a ter espaço para experimentar ofertas, possíveis parcerias e a chance de reinvestir nas áreas de maior retorno sobre investimento do negócio. Na fase de crescimento, você também está constantemente revisitando seus sistemas e como lida com as cadeias de suprimentos, além de reimaginar sua abordagem operacional.
Algumas metas na fase de crescimento são:
- Buscar financiamento adicional de investidores (se isso fizer parte da sua estratégia de crescimento)
- Contratar funcionários-chave
- Continuar a construir relacionamentos com fornecedores
- Experimentar táticas de marketing B2B
Crescer pode ser desafiador: os mercados mudam rapidamente, e o negócio pode se tornar mais vulnerável a variações na demanda, erros operacionais e à concorrência intensa. Ainda assim, quando bem conduzida, a fase de crescimento prepara a empresa para avançar com uma expansão mais estruturada e consistente.
Expansão
A fase de expansão é onde você pode esperar um crescimento exponencial. Mas o crescimento aumenta de acordo com suas vendas à medida que você melhora o fluxo de caixa, ultrapassa o ponto de equilíbrio e diversifica seus canais de distribuição.
Dependendo das necessidades do mercado e das necessidades da sua empresa, algumas metas comuns de expansão podem ser:
- Contratar talentos de alto nível
- Desenvolver uma estratégia de suporte ao cliente sustentável
- Criar uma experiência de marketing omnichannel mais sofisticada
- Manter o crescimento a cada trimestre
Ainda assim, há muitos desafios na fase de expansão. A concorrência provavelmente será feroz, você estará lutando para manter a participação no mercado e a receita dependerá de decisões orçamentárias críticas. Mas agora você tem recursos para investir na superação desses desafios e na melhoria estratégica de suas ofertas.
Maturidade
Na fase de maturidade, suas vendas são previsíveis, você pode contar com previsões futuras para manter o fluxo de caixa e o crescimento, e pode contratar conforme necessário.
Neste estágio, você provavelmente está:
- Buscando expandir sua oferta de produtos
- Testando novos mercados
- Investindo em novas tecnologias
- Considerando possíveis estratégias de saída
- Expandindo suas campanhas de marketing para manter o crescimento
A fase de maturidade é onde você determina precisamente suas margens de lucro. Você está familiarizado com seu público-alvo e sabe o que ele gosta, o que significa que você encanta constantemente seus clientes com um ótimo atendimento e um produto valioso.
Como proprietário de um negócio, há a possibilidade de ajustar o rumo, testar novas estratégias, planejar sua estratégia de saída ou explorar diferentes formas de operar. Nesse estágio, um marco importante já foi alcançado. A operação se torna mais estável, com processos estruturados, rotinas bem definidas e maior previsibilidade de resultados, o que permite uma gestão mais segura e sustentável.
Estratégias essenciais para e-commerce B2B
- Escolha e integração de plataforma B2B
- Personalização, preços e experiência do cliente
- Autoatendimento e comércio mobile
Escolha e integração de plataforma B2B
Os compradores avaliam uma marca B2B pela facilidade de fazer negócios com ela. A plataforma de e-commerce — e a forma como se integra ao restante da operação — pode ter mais impacto na receita do que qualquer representante de vendas individual.
À medida que mais negociações passam pelo canal digital, é importante contar com uma plataforma que ofereça:
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Integração nativa com ERP e CRM: dados atualizados em tempo real sobre produtos, preços, estoque e clientes eliminam a necessidade de contato manual com vendedores.
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Arquitetura baseada em APIs e flexível: permite integrar sistemas como PIM, soluções fiscais e meios de pagamento sem precisar trocar toda a plataforma.
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Modelo de dados unificado: um único cadastro de produtos (SKUs) e clientes para B2B, DTC, marketplaces e PDV reduz erros de preço e falta de estoque.
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Controles específicos para B2B: listas de preços por empresa, condições de pagamento, pedidos mínimos e fluxos de aprovação já integrados ao checkout.
- Baixo custo total de operação: soluções em nuvem, ecossistema de aplicativos e automações reduzem custos de desenvolvimento e aceleram a implementação.
Com a Shopify, é possível criar um portal B2B com acesso restrito dentro do mesmo ambiente da loja DTC, mantendo estoque, busca e conteúdo sincronizados. Ao mesmo tempo, clientes corporativos visualizam suas próprias tabelas de preço e condições comerciais.
Além disso, integrações prontas com sistemas como NetSuite, Microsoft Dynamics 365 e SAP permitem sincronizar pedidos, estoque e dados de clientes sem a necessidade de soluções complexas sob medida. Empresas que migram para a Shopify relatam redução significativa no custo total de operação, com menos dependência de infraestrutura e integrações isoladas.
Personalização, preços e experiência do cliente
No B2B, os compradores esperam que o site funcione como se tivesse sido desenvolvido especificamente para suas necessidades.
Estudos mostram que a maioria dos clientes corporativos espera experiências personalizadas — com ofertas, condições e interações adaptadas ao seu perfil —, mas muitas empresas ainda não conseguem entregar esse nível de personalização de forma consistente. Por outro lado, negócios que personalizam toda a jornada tendem a superar metas de receita e conversão de forma significativa.
A personalização no B2B pode assumir diferentes formatos:
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Preços e condições personalizadas: exibição de valores, pedidos mínimos e prazos de pagamento específicos para cada cliente no momento do login.
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Catálogos dinâmicos: visualização apenas dos produtos disponíveis e relevantes para cada perfil de cliente.
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Portais com perfis de acesso: diferentes usuários — como compradores, aprovadores e financeiro — têm acesso às informações e funcionalidades mais relevantes para suas funções.
- Recomendações com base em dados: sugestões de produtos complementares, kits e reposições que aumentam o valor do pedido sem depender de descontos.
Além disso, o uso de dados permite refinar a experiência de compra. Com base em comportamento de navegação e histórico de pedidos, é possível oferecer recomendações mais relevantes e facilitar a descoberta de produtos.
Essa abordagem não só melhora a experiência do cliente, como também aumenta a eficiência comercial, permitindo que empresas vendam mais com menos fricção ao longo da jornada de compra.
Autoatendimento e comércio mobile
Os compradores B2B passaram a esperar experiências semelhantes às do B2C. Hoje, eles querem fazer pedidos, acompanhar entregas e repetir compras com a mesma facilidade de um app, de forma rápida e em qualquer dispositivo.
Um estudo da IDC de 2024 (em inglês) mostra que 71% dos compradores do setor de tecnologia se sentem confortáveis em realizar compras de alto valor por canais digitais, e 73% já utilizam ferramentas online para tomar decisões mais complexas.
Para atender a essa demanda, é fundamental criar portais de autoatendimento que disponibilizem informações como preços, estoque e histórico de pedidos sem necessidade de intervenção manual. Com o Shopify B2B, é possível configurar listas de preços, condições de pagamento e funcionalidades de pedido rápido diretamente nos perfis de cada empresa.
Além disso, como grande parte do tráfego já vem de dispositivos móveis, toda a experiência deve ser pensada para telas menores. Isso inclui páginas rápidas, navegação simples e um checkout eficiente. Temas responsivos e soluções de pagamento com poucos cliques ajudam a reduzir fricção e aumentar a conversão, especialmente no mobile.
Táticas de marketing para e-commerce B2B
- Ajuste seus preços
- Ofereça autoatendimento
- Venda além das fronteiras
- Personalize a jornada do cliente
- Otimize para dispositivos móveis
- Invista em otimização para mecanismos de busca (SEO)
- Anuncie em marketplaces
- Equilibre DTC e atacado
- Otimize a taxa de conversão (CRO)
1. Ajuste seus preços
Os preços B2B de hoje devem ser adaptáveis e voltados para o cliente. Além da tradicional precificação baseada em custo, considere modelos dinâmicos que se ajustem às condições de mercado em tempo real.
Estruture os preços usando táticas como ancoragem (mostrando preços originais mais altos) ou preços por usuário para escalabilidade. Métricas-chave a serem acompanhadas incluem custo de aquisição de clientes, valor do tempo de vida e elasticidade de preços. Evite a mentalidade de abaixar o preço só porque a concorrência abaixou e concentre-se em comunicar valor.
2. Ofereça autoatendimento
O futuro do comércio B2B é o autoatendimento, impulsionado por tomadores de decisão millennials que cresceram com experiências digitais sem fricções.
Uma estratégia de autoatendimento B2B bem-sucedida requer investimentos em uma plataforma inovadora, priorizando a facilidade de uso e personalizando lojas. Tudo isso pode ser alcançado com a Shopify. De acordo com a TrustRadius, a maioria dos compradores B2B preferem o autoatendimento em pelo menos parte de sua jornada de compra, tornando essencial que as empresas se adaptem.
3. Venda além das fronteiras
A Organização Mundial do Comércio prevê um crescimento constante no comércio exterior, tornando a expansão internacional B2B cada vez mais atraente.
Além do acesso ao mercado, as empresas se beneficiam de economias de escala e da capacidade de compensar flutuações econômicas regionais. Fatores críticos de sucesso incluem pesquisa de mercado detalhada, sites e suporte localizados, sistemas de pagamento em conformidade e compreensão das nuances culturais. Plataformas como a Shopify oferecem recursos integrados para simplificar a venda global.
4. Personalize a jornada do cliente
O e-commerce B2B moderno exige tanto eficiência digital quanto um toque humano.
Personalize a jornada do cliente com preços específicos para o mercado, opções de pagamento e catálogos de produtos, enquanto capacita as equipes de vendas a nutrir relacionamentos estratégicos.
Ajude os representantes a se manterem à frente, fornecendo dados abrangentes sobre os clientes e ferramentas de reordenação automatizadas. Os relacionamentos B2B mais bem-sucedidos combinam a conveniência do autoatendimento com o suporte proativo de vendas que antecipa as necessidades do cliente e fornece soluções em tempo hábil.
5. Otimize para dispositivos móveis
Com cerca de 70% das vendas B2B ocorrendo online e millennials representando 70% dos compradores, o e-commerce B2B móvel não é mais opcional.
Os compradores modernos exigem experiências de compra de alta qualidade em seus celulares. Eles buscam carregamentos de página ultrarrápidos (menos de 1,2 segundo), pagamentos móveis simples como Shop Pay (ainda não disponível no Brasil) e Apple Pay, e interfaces intuitivas. Empresas que resistem à transformação móvel correm o risco de perder clientes, já que 75% dos compradores trocariam de fornecedor por uma melhor experiência digital.
6. Invista em otimização para mecanismos de busca (SEO)
Métricas tradicionais de SEO não se aplicam ao B2B. Palavras-chave técnicas de baixo volume geralmente sinalizam compradores sérios com necessidades específicas.
Construa conteúdo para múltiplos stakeholders ao longo do ciclo de compra B2B, que tem uma média de cinco meses, desde posts educacionais em blogs até documentação detalhada de produtos. Embora as taxas de conversão imediatas do SEO B2B possam ser inferiores às do B2C, a busca continua sendo um dos principais motores de receita, com 23% dos profissionais de marketing (estudo em inglês) classificando-a como seu canal mais eficaz.
Para aumentar sua visibilidade no Google e em ferramentas baseadas em IA, como o ChatGPT, siga estas três práticas:
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Domine um conjunto de temas (topic cluster): mecanismos de busca valorizam sites que abordam um assunto de forma completa. Para cada dor do seu público, produza conteúdos complementares — como artigos, comparativos, guias e fichas técnicas — conectados entre si.
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Adapte o conteúdo aos diferentes decisores: no B2B, uma mesma busca pode envolver perfis distintos. Por isso, é importante atender às necessidades de cada um. Por exemplo, a área financeira pode buscar um cálculo de custo total, enquanto o time de compras precisa de informações sobre compliance e garantia.
- Utilize dados estruturados (Schema): esse tipo de marcação ajuda seu conteúdo a se destacar nos resultados de busca. Recursos como Perguntas Frequentes, guias e páginas de produto aumentam a chance de aparecer em módulos como respostas destacadas e resultados enriquecidos.
Ao aplicar essas práticas, a busca orgânica tende a se tornar um dos canais mais consistentes e rentáveis para gerar demanda no B2B.
7. Anuncie em marketplaces
Os marketplaces têm ganhado protagonismo no Brasil e se consolidado como um dos principais motores de crescimento do comércio digital, incluindo no B2B. Dados recentes indicam que mais de 70% do faturamento do e-commerce brasileiro já passa por marketplaces, evidenciando a força desse modelo na conexão entre empresas e compradores.
Embora as taxas de marketplace possam impactar as margens, os benefícios incluem aumento da confiança do comprador, processos de compra simplificados e alcance internacional integrado.
Plataformas líderes como Amazon Business também oferecem extras valiosos, como processamento de pagamentos e serviços de fulfillment.
8. Equilibre DTC e atacado
Marcas líderes como Simple Organic, Pantys e Insider Store demonstram o poder de uma abordagem híbrida, combinando vendas diretas com distribuição por atacado.
Uma estratégia multicanal proporciona estabilidade e escala, exigindo um investimento de capital mínimo. O sucesso requer um planejamento cuidadoso: defina estrategicamente quantidades mínimas de pedido, ofereça condições de pagamento flexíveis e faça parcerias com 3PLs para ter um atendimento eficiente.
Os atacadistas B2B modernos se diferenciam tanto pela excelência digital quanto pelo serviço pessoal, já que os compradores de hoje esperam experiências eficientes respaldadas pela expertise do setor.
9. Otimize as taxas de conversão (CRO)
Sites B2B costumam apresentar taxas de conversão inferiores às do B2C. Em média, essas taxas variam entre cerca de 1% e 3%, dependendo do segmento e da complexidade da venda.
Ao mesmo tempo, há uma grande oportunidade de melhoria na experiência de compra. Muitos compradores B2B relatam dificuldades durante o checkout, especialmente quando não encontram condições de pagamento adequadas, o que pode levar ao abandono da compra. Nesse contexto, a otimização de conversão no B2B está menos ligada a testes pontuais e mais à remoção de barreiras em processos de compra de alto valor.
Algumas formas de reduzir a fricção no checkout incluem:
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Oferecer condições de pagamento flexíveis, como faturamento com prazo, envio de pedidos de compra (PO) e transferências bancárias, além do cartão de crédito, facilitando a aprovação interna dos pedidos.
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Disponibilizar pedidos rápidos e carrinhos salvos, com opções como upload de pedidos em lote (CSV) e botões de recompra para clientes recorrentes.
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Melhorar a busca e os filtros do site, com recursos que ajudem o comprador a encontrar rapidamente os produtos certos, como fichas técnicas e filtros mais precisos.
Ao simplificar a navegação e o processo de compra, empresas conseguem aumentar o valor médio dos pedidos e melhorar as taxas de conversão, tornando o e-commerce B2B mais eficiente e competitivo.
Mitos sobre e-commerce B2B
O e-commerce B2B está em crescimento, à medida que compradores se tornam mais confortáveis em realizar transações de alto valor — como pedidos acima de US$ 50 mil — sem a necessidade de contato presencial com fornecedores. Ainda assim, apesar desse avanço, muitos mitos sobre o e-commerce B2B continuam presentes.
Você pode estar familiarizado com alguns dos mais comuns, incluindo:
- As empresas B2B não conseguem oferecer recursos-chave que apoiem o processo de compra.
- As compras digitais B2B funcionam apenas para transações de baixo valor.
- As empresas B2B não estão trabalhando com canais de compra digitais sofisticados.
- Os marketplaces digitais B2B são opcionais e não necessários para o sucesso.
Cada um desses mitos não poderia estar mais longe da verdade. A realidade é que a abordagem digital para grandes transações B2B apenas agiliza o relacionamento entre fornecedor e comprador. Os fornecedores estão investindo pesadamente em sites de ponta onde os compradores podem pedir milhares ou até milhões de reais em produtos sem precisar viajar, se encontrar pessoalmente ou esperar para receber informações críticas sobre produção e agendamento.
Os relacionamentos business-to-business estão sendo revolucionados. A realidade é que cerca de 65% das empresas B2B aceitam totalmente os canais digitais como um meio de fazer negócios. Tão bem que, segundo a McKinsey, esta agora é a maneira preferida de fazer negócios para a maioria dos vendedores B2B.
Usando uma plataforma de e-commerce B2B
Embora muitas pessoas pensem que uma plataforma de e-commerce B2B é apenas uma ferramenta para listar produtos e aceitar pagamentos, a Shopify oferece muito mais. Ela atua como um centro de controle, onde você gerencia tudo, desde vendas até operações comerciais, seja para clientes B2B e atacado ou para um site DTC.
O que diferencia a Shopify é a combinação única de forças da plataforma. Por exemplo, seu e-commerce B2B na Shopify pode:
- Oferecer as mesmas experiências de compra intuitivas e eficientes que seus clientes B2B desfrutam no DTC.
- Ajudar compradores atacadistas a encontrar produtos com a busca inovadora e navegação personalizada.
- Integrar dados de clientes do seu ERP ou CRM através de APIs confiáveis e flexíveis.
- Oferecer opções de pagamento flexíveis com diferentes provedores de pagamento e faturamento manual.
- Impulsionar conversões com promoções poderosas no checkout.
Ao ir além de métodos tradicionais como telefonemas e planilhas, as empresas agora podem aproveitar recursos especializados de atacado para acelerar o crescimento.
Se você está entrando no e-commerce por atacado, uma solução de e-commerce B2B pode impulsionar as vendas, ajudando você a:
- Criar preços e descontos personalizados para segmentos específicos de clientes.
- Automatizar e revisar novos cadastros de compradores.
- Permitir que clientes B2B comprem, rastreiem e peçam produtos facilmente.
- Sincronizar estoque, pedidos de compra e clientes com sistemas existentes.
Por fim, a plataforma B2B da Shopify reúne nossas forças em inovação, flexibilidade e facilidade de uso para gerenciar tudo de um só lugar, com oportunidades de crescimento infinitas. Você pode configurar uma loja virtual B2B protegida por senha e com marca hoje, sem saber programar nada.
Comece a vender B2B hoje com a Shopify
Como você pode ver, o e-commerce B2B é uma ótima maneira de encontrar novos clientes e aumentar as vendas para o seu negócio. Seja para criar uma loja virtual, aprimorar a gestão de estoque ou simplificar o processo de cadastro, uma plataforma de e-commerce B2B pode ajudar a alcançar esses objetivos com mais eficiência.
A Shopify conta com um amplo ecossistema de suporte ao cliente e parceiros de agência premiados, preparados para orientar cada etapa da jornada.
Esse é apenas um dos fatores — junto com um canal de atacado dedicado para vendas B2B — que ajudam comerciantes a crescer, em média, 120% ao ano.
Perguntas frequentes sobre e-commerce B2B
Qual é a diferença entre e-commerce B2B e B2C?
Enquanto o e-commerce B2B envolve uma empresa comprando de outra empresa, o e-commerce B2C envolve um indivíduo comprando de uma empresa.
Como começar um e-commerce B2B?
Para começar um e-commerce B2B, você primeiro precisará decidir o que deseja vender e avaliar se há demanda no mercado. Você também precisará configurar um site para o seu e-commerce para listar os produtos que estará vendendo.
Qual é mais lucrativo, B2B ou B2C?
As vendas B2C são apenas cerca de um terço do tamanho das vendas B2B, tornando o e-commerce B2B o modelo mais lucrativo em termos de volume bruto de mercadorias global.
O e-commerce B2B está crescendo?
Sim, o e-commerce B2B está em expansão e deve continuar crescendo nos próximos anos. O mercado global desse setor deve ultrapassar US$ 36 trilhões até 2026, refletindo o avanço da digitalização nas transações entre empresas. No Brasil, esse movimento acompanha a evolução do e-commerce, com o aumento da presença de indústrias e distribuidores em plataformas de venda online.


