Em 11 de agosto de 1994, o disco compacto "Ten Summoner's Tales" do cantor Sting foi transacionado de forma totalmente segura na primeira venda online registrada no mundo. Esse momento marcou oficialmente o nascimento do e-commerce, iniciando uma transformação sem precedentes nos hábitos de consumo e na dinâmica dos negócios globais.
Hoje, o ecossistema de e-commerce – que define a compra e venda de produtos e serviços no ambiente digital – é impulsionado por uma enorme infraestrutura tecnológica. Esse mercado envolve desde plataformas para criação de lojas virtuais até gateways de pagamento e canais de vendas em redes sociais.
As projeções globais para o setor são grandiosas: as vendas mundiais de e-commerce devem alcançar US$ 6,8 trilhões (cerca de R$ 35 trilhões) até o final de 2028. No cenário nacional, o crescimento é igualmente acelerado. A expectativa é que o faturamento do e-commerce no Brasil ultrapasse a marca de R$ 259 bilhões até o final de 2026. Diante dessa evolução contínua, novas tecnologias e estratégias para vender online surgem todos os dias.
A seguir, confira os detalhes do e-commerce, desde como funciona até os tipos de modelos de e-commerce, tendências de compras e benefícios de vender online. Além disso, aprenda como iniciar um negócio de e-commerce e lançar sua grande ideia.
O que é e-commerce?
O termo e-commerce (abreviação de electronic commerce, ou comércio eletrônico) refere-se à compra e venda de bens, mercadorias ou serviços por meio da internet. Diferente do varejo físico tradicional, o e-commerce elimina barreiras geográficas, permitindo transações via aplicativos de smartphone, lojas virtuais próprias, marketplaces consolidados ou plataformas de redes sociais. Se há uma conexão com a internet, há potencial para o comércio eletrônico acontecer.
Na prática, as operações de e-commerce incluem compras online, leilões virtuais, movimentações via internet e pagamentos eletrônicos. Para quem decide vender na internet, o principal objetivo do e-commerce é escalar o volume de vendas online e expandir o alcance da marca no mercado, utilizando ações direcionadas de marketing digital.
Vale destacar que o conceito de comércio eletrônico vai muito além do clique no botão "comprar". O termo engloba toda a jornada digital: desde a atração do cliente e divulgação das ofertas nos canais digitais até o processamento seguro de pagamentos, gestão de estoque, logística de entrega (frete) e a transferência criptografada de dados entre consumidores, empresas e instituições financeiras.
A história do e-commerce
Embora exista debate sobre qual teria sido a primeira transação de e-commerce, já que algumas iniciativas semelhantes surgiram na década de 1970, a primeira venda legal realizada inteiramente pela internet ocorreu em 1994 nos Estados Unidos. Na ocasião, uma pessoa vendeu um CD para um amigo que morava a cerca de 500 quilômetros de distância. O episódio marcou um importante ponto de virada para o e-commerce.
No Brasil, as primeiras empresas de e-commerce começaram a surgir em meados da década de 90, entre elas a Booknet — que mais tarde se tornaria o Submarino — e a Americanas.com. Na época, as vendas online se concentravam principalmente em produtos fáceis de armazenar e distribuir, como livros, CDs e eletrônicos.
Em 1995, Amazon e eBay foram lançados, e, em 1998, o PayPal chegou ao mercado.
Desde então, a tecnologia avançou rapidamente para atender às demandas desse novo tipo de consumidor. Plataformas de e-commerce, como a Shopify, democratizaram o setor, permitindo que pequenas empresas vendessem diretamente aos consumidores em qualquer lugar do mundo. Comércio social, carteiras móveis e inteligência artificial completam a seleção atual de ferramentas de e-commerce.
O cenário do e-commerce no Brasil
Segundo a ABComm, o e-commerce brasileiro deve movimentar mais de R$ 259 bilhões em 2026. A projeção também prevê um ticket médio de R$ 564,96 e a entrada de aproximadamente dois milhões de novos compradores, consolidando o país como um dos principais mercados digitais da América Latina.
Além do aumento no número de compradores online, o mercado brasileiro se destaca pela popularização do Pix, pela força dos marketplaces e pelo crescimento das compras realizadas pelo celular, o chamado m-commerce. Para as empresas, isso significa mais oportunidades de alcançar clientes em todo o país sem a necessidade de investir em uma rede de lojas físicas.
Como funciona o e-commerce?
O e-commerce funciona por meio de uma engrenagem integrada de plataformas, ferramentas digitais e processos operacionais:
- Plataformas de e-commerce: vendedores listam produtos em uma plataforma de vendas online, como um site, marketplace ou vitrine em redes sociais, para que clientes possam navegar e fazer pedidos.
- Processadores de pagamento: clientes pagam usando métodos como cartões de crédito ou carteiras digitais no checkout. As transações são protegidas por gateways de pagamento online.
- Fulfillment e entrega: após a compra, o varejista de e-commerce entrega o pedido via envio, retirada na loja ou entrega local (no caso de produtos físicos), ou digitalmente (para produtos digitais como PDFs, cursos virtuais ou consultas online).
- Serviços de suporte: diversas empresas e serviços apoiam esse ecossistema, desde plataformas de anúncios como Google Ads até empresas de logística terceirizadas e aplicativos de lojas de e-commerce.
Onde o e-commerce acontece?
Existem diversas maneiras de alcançar consumidores e vender produtos online, seja por meio de canais próprios, como uma loja virtual, seja em marketplaces e outras plataformas de terceiros. Cada opção oferece benefícios e desafios específicos. Por isso, a grande maioria das empresas de sucesso adota uma estratégia omnichannel, integrando múltiplos canais de venda para oferecer uma experiência unificada.
Sites de e-commerce
Uma plataforma de e-commerce é um serviço que permite que você ganhe dinheiro online por meio do próprio site. A Shopify é um exemplo de uma empresa de e-commerce que permite que indivíduos, criadores e empresas de todos os tamanhos vendam online e presencialmente por meio de uma loja física.
- Controle do vendedor: os vendedores têm controle sobre o design do site, a experiência do cliente e os dados do site. Isso facilita a construção de uma marca e a criação de experiências de compra adequadas ao público-alvo.
- Requisitos de marketing: sites de e-commerce não contam automaticamente com uma base de clientes pronta. Os vendedores precisam gerar tráfego para suas lojas por meio de SEO, redes sociais e outros tipos de marketing.
Marketplaces online
Os marketplaces funcionam como grandes shoppings virtuais dentro do e-commerce, permitindo que múltiplos lojistas comercializem seus catálogos para uma audiência massiva e já consolidada. Grandes marcas brasileiras e globais como Amazon, Mercado Livre, Shopee e Magalu são, além de canais de vendas, motores de busca altamente poderosos onde o consumidor inicia sua jornada de descoberta de produtos.
- Tráfego integrado: os marketplaces atraem grandes públicos, oferecendo aos vendedores acesso a um fluxo constante de consumidores, geralmente em troca de uma taxa. Você pode vender em marketplaces em conjunto com sua loja virtual na Shopify usando integrações para sincronizar vendas.
- Acessibilidade: os marketplaces cuidam de muitos aspectos técnicos do e-commerce, como design do site, hospedagem, processamento de pagamentos e, às vezes, envio, o que pode simplificar as operações para os vendedores.
- Falta de identidade de marca: vender em marketplaces significa ter menos controle sobre a experiência e a apresentação da marca para os consumidores. Além disso, os dados de clientes e vendas podem não ser compartilhados com os vendedores.
Canais de venda social
Muitas redes sociais oferecem recursos de compra e venda dentro da própria plataforma, permitindo que pequenas empresas ou marcas pessoais vendam diretamente para o público sem uma loja virtual. Facebook e Instagram oferecem recursos de compras nativos. Também é possível vender pelas redes sociais com o plano Starter da Shopify, uma alternativa mais acessível para quem não precisa de uma loja virtual completa.
- Engajamento do público: as plataformas sociais têm grandes públicos segmentados por dados aprofundados, reduzindo o custo de encontrar clientes relevantes e tornando as vendas uma extensão natural das estratégias de marketing nas redes sociais.
- Dependência de algoritmos: a audiência construída nas redes sociais não pertence à sua empresa. O alcance e a visibilidade do conteúdo dependem das regras e dos algoritmos de cada plataforma. Caso a conta seja suspensa ou a plataforma deixe de existir, será necessário reconstruir essa presença praticamente do zero.
Comércio conversacional
O comércio conversacional é o modelo de vendas focado na interação em tempo real por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, chatbots e assistentes de voz. Em vez de navegar de forma solitária por um site, o cliente conduz sua jornada de compra por meio de um diálogo humanizado e direto com a marca.
Nesse cenário, o WhatsApp se consolidou como um dos principais canais de vendas do e-commerce brasileiro, com 88% das empresas utilizando o aplicativo em suas estratégias comerciais. Presente na maioria dos smartphones do país, ele facilita o contato direto com os clientes, aproxima marcas e consumidores e torna a jornada de compra mais prática e personalizada.
- Decisão e fechamento de compra: de acordo com relatórios da Opinion Box, 60% dos brasileiros afirmam já ter realizado compras diretamente pelo aplicativo. Além disso, dados da própria Meta indicam que os consumidores têm maior probabilidade de concluir uma transação quando conseguem resolver toda a jornada — do primeiro contato ao pagamento — via mensagem.
- Hiperpersonalização e retenção: o comércio conversacional permite entender a dor exata do cliente no momento da abordagem, gerando taxas de fidelização altas e sendo uma excelente ferramenta pós-venda para o seu e-commerce.
Muitos vendedores online utilizam múltiplos canais de vendas para alcançar mais clientes.
Métodos de pagamento para e-commerce
Os consumidores podem fazer compras online de várias maneiras, desde carteiras digitais até cartões de crédito processados por meio de um gateway de pagamentos em uma loja virtual.
As plataformas de e-commerce geralmente incluem integrações com serviços de processamento de pagamentos e, às vezes, oferecem suas próprias plataformas de pagamento digital. Esses serviços atuam como intermediários para transações online entre um comerciante e o banco de um cliente.
As opções de pagamento costumam ser agrupadas no checkout, permitindo que o cliente selecione sua opção preferida.
Alguns tipos de métodos de pagamento para lojas de e-commerce incluem:
- Cartões de crédito e débito processados por meio de um processador de pagamentos como Mercado Pago, PagSeguro, PagBank ou Shopify Payments (verifique a disponibilidade em sua região).
- Pix, que permite pagamentos instantâneos e se tornou uma das formas de pagamento mais populares entre os consumidores brasileiros.
- Boleto bancário, uma opção amplamente utilizada por consumidores que preferem não utilizar cartões ou pagamentos instantâneos.
- Redirecionamentos por meio de uma plataforma de pagamento, como PayPal.
- Carteiras digitais, como Apple Pay e Google Pay.
- Serviços de compre agora, pague depois (BNPL).
- Cobranças recorrentes, comuns em negócios baseados em assinaturas.
- Pedido online com pagamento na retirada, utilizando um sistema de ponto de venda (PDV), como o Shopify PDV.
Os vendedores de e-commerce costumam oferecer múltiplas formas de pagamento, integrando vários desses métodos em seu site ou canal de vendas.
4 modelos de e-commerce
- Direto ao consumidor (DTC)
- Business to business (B2B)
- Consumer to consumer (C2C)
- Consumer to business (C2B)
Os modelos de e-commerce variam conforme os participantes envolvidos em cada transação. A seguir, confira alguns dos principais termos que ajudam a entender seu funcionamento:
Direto ao consumidor (DTC)
O modelo direto ao consumidor (DTC ou D2C) ocorre quando empresas vendem bens ou serviços diretamente aos clientes, sem intermediários como varejistas ou distribuidores. Muitos negócios de e-commerce DTC gerenciam tudo, desde a criação do produto até a entrega na porta do cliente.
O e-commerce tornou mais simples e acessível para as empresas venderem diretamente aos consumidores. Muitos vendedores DTC são negócios nativos digitais que operam exclusivamente online (às vezes chamados de marcas verticais nativas digitais, ou DNVBs). Exemplos populares incluem a marca de skincare Sallve e a Zerezes, que comercializa óculos de grau e de sol.
Business to business (B2B)
Um negócio B2B vende produtos ou serviços para outra empresa. Alguns exemplos incluem fornecedores de software que comercializam licenças para pequenas empresas ou fabricantes de roupas de cama que abastecem hotéis.
O e-commerce tem transformado esse modelo ao permitir que empresas adotem estratégias tradicionalmente associadas ao DTC, criando experiências de compra mais simples e personalizadas. Muitas marcas também passaram a combinar vendas para empresas e consumidores finais em uma única loja virtual. Segundo uma pesquisa da Shopify realizada em 2025 com comerciantes, quase 20% dos negócios vendem simultaneamente para consumidores e outras empresas por meio da mesma plataforma.
Entre os exemplos de empresas que atuam no modelo B2B estão a GenioDesk, que oferece software de atendimento e gestão para empresas, e a FuelTech, que desenvolve soluções tecnológicas para oficinas, preparadores e outros negócios do setor automotivo.
Consumer to consumer (C2C)
No modelo C2C, uma pessoa vende produtos ou serviços diretamente para outra pessoa. Esse formato é comum na comercialização de itens usados e colecionáveis, e tem ganhado força com a popularização das plataformas digitais.
Esse tipo de comércio é impulsionado por marketplaces que conectam compradores e vendedores, como OLX, Enjoei e Gringa, que criam ambientes seguros e acessíveis para transações entre pessoas. Em alguns casos, quando um vendedor passa a operar de forma contínua e em maior escala, sua atividade pode evoluir para um modelo mais próximo do B2C.
Consumer to business (C2B)
No modelo C2B, uma pessoa oferece produtos ou serviços para uma empresa. Esse formato é comum na economia digital e inclui atividades como criação de conteúdo, consultoria, desenvolvimento de software, fotografia e marketing de influência.
Um exemplo é quando uma marca contrata um influenciador para divulgar seus produtos nas redes sociais ou quando um profissional freelancer presta serviços especializados para uma empresa. A Insider Store e a Boca Rosa, por exemplo, costumam contratar influenciadores e criadores de conteúdo para promover produtos e fortalecer a presença digital da marca.
Cinco modelos de receita de e-commerce
Além de definir que tipo de negócio de e-commerce você deseja administrar, é importante decidir como esse negócio fará dinheiro. Existem pelo menos cinco modelos de receita diferentes usados por empresas que vendem online.
- Modelo de vendas: é o modelo mais comum usado por marcas online e lojas físicas. Envolve a venda de produtos e serviços para lucro.
- Modelo de assinatura: crescendo em popularidade entre os consumidores e marcas DTC de e-commerce, este modelo depende de receita recorrente de assinaturas de produtos ou serviços, criando um fluxo de renda estável para negócios B2C e B2B.
- Modelo de publicidade: é comum entre criadores e influenciadores online que expandem marcas pessoais graças a acordos publicitários (conteúdo promovido) com outras empresas.
- Modelo de afiliados: programas de afiliados também são populares entre criadores que têm grandes seguidores e podem ou não vender os próprios produtos. Eles ganham comissões quando um cliente compra um produto usando um link de afiliado.
- Modelo de taxa de transação: se aplica a empresas de e-commerce que processam transações financeiras. Elas geram receita cobrando uma taxa por cada venda.
Como começar um negócio de e-commerce: 8 passos para lançar uma loja virtual
Decidiu abrir um negócio online? Parabéns, esse já é um grande passo. Com uma ideia definida e a disposição para colocá-la em prática, você está mais perto de lançar sua própria loja virtual. Depois de estruturar os principais aspectos do negócio, uma plataforma de e-commerce como a Shopify pode ajudar a transformar esse projeto em realidade. Veja os próximos passos para começar:
- Encontre uma ideia: procure oportunidades de produtos, públicos não atendidos ou uma lacuna no mercado.
- Faça uma pesquisa de mercado: pesquise minuciosamente sua concorrência.
- Escreva um plano de negócios: se você planeja buscar financiamento, um plano de negócios será útil.
- Desenvolva uma marca: escolha um logo e nome comercial e crie um conjunto de diretrizes de marca, incluindo missão, valores e voz da marca.
- Configure sua loja virtual: escolha uma plataforma de e-commerce e um plano que se ajuste ao tamanho do seu negócio. Personalize seu site de e-commerce com sua marca e adicione produtos.
- Escolha uma estratégia de envio: defina como os pedidos serão entregues aos clientes, incluindo opções de frete, prazos, transportadoras e custos de envio.
- Desenvolva um plano de marketing: defina metas de vendas e marketing e priorize canais de publicidade.
- Lance seu negócio de e-commerce!
Vantagens do e-commerce
- Conveniência e praticidade para os consumidores
- Maior alcance e acesso a novos mercados
- Personalização da experiência de compra com base em dados
- Custos iniciais e operacionais mais baixos
Administrar um negócio de e-commerce tem vantagens. Esse modelo de negócio não apenas permite que você lance uma empresa rapidamente, mas também oferece acesso a um pool global de potenciais clientes que buscam uma maneira conveniente de comprar seu produto e interagir com sua marca.
1. Conveniência e praticidade para os consumidores
O e-commerce permite que os clientes comprem de qualquer lugar, em qualquer dispositivo, a qualquer hora, sem a necessidade de visitar fisicamente uma loja. Potenciais clientes podem descobrir sua marca mais facilmente (até mesmo de outro país) e comparar produtos, recursos e preços em minutos. Com uma infinidade de opções de pagamento oferecidas pelo e-commerce, comprar online é ainda mais conveniente.
2. Maior alcance e acesso a novos mercados
Um negócio de e-commerce pode alcançar um público mais amplo do que apenas uma loja física. Com uma loja de e-commerce, as empresas podem vender produtos para clientes em todo o mundo, sem a necessidade de uma presença física em cada local. Parceiros de envio e empresas de logística conectam os pontos, movendo pedidos online pelo mundo.
3. Personalização da experiência de compra com base em dados
Embora seja difícil substituir o toque pessoal de uma experiência de varejo, as lojas virtuais têm uma vantagem em personalização. Dados dos clientes podem ser usados para a personalização de marketing de e-commerce, com experiências adaptadas a cada pessoa. Isso pode incluir recomendações de produtos personalizadas, campanhas de marketing direcionadas, perguntas de adequação e programas de fidelidade.
Além disso, as lojas virtuais costumam oferecer mais opções, como variantes de cor ou personalização de produtos. Experiências de compras personalizadas podem ajudar as empresas a construírem relacionamentos mais fortes e aumentarem a fidelidade do cliente.
4. Custos iniciais e operacionais mais baixos
Os negócios de e-commerce costumam ter custos fixos mais baixos do que lojas físicas tradicionais e podem ser administrados de qualquer lugar, incluindo um escritório em casa.
Embora empreendedores iniciantes ainda sejam responsáveis por estoque e custos para configurar um site e domínio, muitas vezes não precisam se preocupar com aluguel, despesas com serviços essenciais e outros altos custos iniciais. Certos modelos de negócios de e-commerce, como dropshipping ou impressão sob demanda, não requerem estoque e podem ser relativamente baratos para configurar e operar.
Desafios do e-commerce
- Segurança e proteção de dados
- Concorrência cada vez mais acirrada
- Gestão de envios e logística
- Atendimento ao cliente e devoluções
Embora administrar um negócio online tenha suas vantagens, também traz alguns desafios. Se você está pensando em abrir um e-commerce, planeje as possíveis armadilhas antes de prosseguir.
1. Segurança e proteção de dados
Um dos maiores desafios do e-commerce é a segurança. Os clientes precisam confiar que as informações pessoais e financeiras estão seguras ao fazerem compras online.
As empresas de e-commerce devem investir em gateways de pagamento seguros, certificados SSL e outras medidas de segurança para proteger os dados dos clientes. Os planos da Shopify contam com recursos de segurança como SSL e um gateway de pagamento seguro.
Além das medidas de segurança digital, empresas que operam no Brasil também devem cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo transparência na coleta, no armazenamento e no uso das informações dos consumidores.
Comunique essas medidas de segurança de forma clara aos clientes, tanto nos termos e condições quanto na etapa de checkout.
2. Concorrência cada vez mais acirrada
O e-commerce é um espaço altamente competitivo, com muitas empresas disputando os mesmos clientes. Negócios online precisam se diferenciar dos concorrentes, oferecendo produtos únicos, preços competitivos e experiências excepcionais para os clientes.
3. Gestão de envios e logística
Todo proprietário de um e-commerce bem-sucedido sabe que a experiência de um cliente com o envio pode construir ou destruir uma marca. No Brasil, fatores como as dimensões continentais do país, as diferenças regionais de infraestrutura e os custos de frete tornam a logística um dos maiores desafios do e-commerce. Muitas empresas combinam serviços dos Correios, como SEDEX e PAC, com transportadoras privadas para equilibrar prazo de entrega e custo operacional.
4. Atendimento ao cliente e devoluções
Em um mercado cada vez mais competitivo, oferecer uma boa experiência pós-venda é fundamental. Isso inclui políticas de devolução bem definidas e canais de atendimento eficientes para lidar com dúvidas, trocas e reclamações.
Gerenciar devoluções, trocas e solicitações de atendimento de forma eficiente pode ser um desafio, mas é essencial para construir confiança e fortalecer o relacionamento com os clientes.
Principais tendências e estatísticas de e-commerce
- Comércio social ganha força
- Compras pelo celular continuam crescendo
- Inteligência artificial transforma o varejo online
- Personalização se torna uma expectativa dos consumidores
Manter-se atualizado sobre tendências de compras de e-commerce ajudará seu negócio a permanecer competitivo e atender às necessidades dos clientes em constante mudança. Embora as tendências estejam sempre evoluindo, há algumas que sinalizam uma mudança mais permanente na forma como os consumidores descobrem, compram e apoiam empresas.
Comércio social ganha força
As interações sociais influenciam cada vez mais o comportamento de compra, tornando as plataformas de redes sociais essenciais para as vendas.
- O mercado de comércio social, ou social commerce, no Brasil deve quase dobrar de tamanho até 2030, passando de US$ 3,58 bilhões em 2024 para US$ 6,92 bilhões.
- Engajar clientes em conversas significativas nas plataformas sociais pode construir confiança e aumentar as chances de venda.
- As plataformas sociais são os novos motores de busca: YouTube, Instagram e TikTok são os principais canais de descoberta de produtos, especialmente entre a geração Z.
Saiba mais sobre essa tendência e como vender em plataformas sociais com esses guias de venda:
- Como vender no Facebook
- Como vender no Instagram
- Como vender no TikTok
- Como vender no Pinterest
- Como vender nas redes sociais
Compras pelo celular continuam crescendo
A migração para dispositivos móveis está remodelando a forma como os consumidores compram online, reforçando a necessidade de experiências de compra otimizadas para celular.
- O m-commerce, ou comércio móvel, representou 55% de todas as vendas online em 2025 no Brasil.
- 56,8% dos consumidores preferem comprar por dispositivos móveis e 90% já buscaram informações sobre produtos pelo celular.
- A receita do comércio móvel deve ultrapassar os US$ 2,5 trilhões globalmente em 2026 (link em inglês).
Portanto, as marcas devem prestar atenção à experiência do usuário em dispositivos móveis, focando em uma interface otimizada e simplificada que converta, com atenção especial a pagamentos móveis.
Inteligência artificial transforma o varejo online
O cenário do e-commerce está em constante evolução, impulsionado por marcas inovadoras que adotam tecnologias como a inteligência artificial.
- A adoção generalizada de ferramentas de IA está prevista para dobrar até 2029 (link em inglês).
- Marcas de e-commerce estão usando IA para entender melhor seus clientes e enviar anúncios direcionados. Os recursos de IA da Shopify ajudam os vendedores a automatizar o atendimento ao cliente e criar descrições de produtos.
- Agentes de IA estão crescendo em uso e popularidade, automatizando processos como gestão de estoque e sincronização entre canais de vendas.
Personalização se torna expectativa dos consumidores
Experiências de compra e comunicações personalizadas impactam diretamente a retenção e a satisfação dos clientes.
- De acordo com o relatório State of Marketing 2025 da HubSpot, 78% dos consumidores brasileiros afirmam que experiências personalizadas influenciam diretamente suas decisões de compra.
- A personalização vai além da automação: 36% dos consumidores valorizam experiências mais humanas, enquanto 63% querem ter acesso a atendimento humano quando preciso.
Outras tendências em ascensão no e-commerce
- Realidade aumentada: experiências de compras aprimoradas por realidade aumentada estão transformando a forma como os consumidores interagem com produtos online.
- Opções de pagamento flexíveis: a adoção do modelo compre agora, pague depois (BNPL) está crescendo entre vendedores e consumidores, oferecendo mais flexibilidade no pagamento.
- Privacidade e segurança: há uma demanda crescente por recursos de privacidade e segurança nas plataformas de e-commerce.
- Sustentabilidade: os consumidores estão cada vez mais atraídos por marcas com práticas de negócios sustentáveis, influenciando como as empresas abordam a produção e a logística.
Dê o salto para o e-commerce hoje
A indústria de e-commerce tem muito espaço para novos entrantes que buscam trazer ideias inovadoras para o mercado global. As vendas de e-commerce no varejo continuam a crescer, tornando este modelo de negócio a opção ideal para aspirantes a empreendedores.
Se você está pronto para iniciar um negócio de e-commerce, salve este guia como um recurso útil para consultar ao longo do caminho para lançar seu trabalho dos sonhos.
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Perguntas frequentes sobre o que é e-commerce
O que é e-commerce?
E-commerce, abreviação de comércio eletrônico em inglês, refere-se à compra e venda de bens e serviços pela internet. Envolve uma transação entre duas partes, geralmente uma empresa e um consumidor, onde o pagamento e a entrega de produtos ou serviços são realizados online.
O e-commerce pode assumir muitas formas, como compras online, downloads digitais, assinaturas online e venda de ingressos online. Ele revolucionou a forma como as pessoas fazem negócios e se tornou uma maneira cada vez mais popular de comprar devido à sua conveniência e acessibilidade.
Quais são os três tipos de e-commerce?
Existem três tipos principais de negócios de e-commerce.
- Direto ao consumidor (DTC) se refere a uma empresa vendendo bens diretamente a um consumidor final usando e-commerce. Algumas marcas de e-commerce DTC também operam uma loja física.
- Business-to-business (B2B) ocorre quando uma empresa vende produtos ou serviços para outra empresa. Um exemplo prático são os escritórios de contabilidade que oferecem consultorias e serviços online para pequenas e médias empresas.
- Consumer-to-consumer (C2C) envolve a transação comercial entre os próprios consumidores, modelo muito comum em marketplaces locais de compra e venda. Esse formato também se tornou uma alternativa popular para marcas criativas independentes.
Qual é um exemplo de e-commerce?
Um exemplo de e-commerce é a compra online, onde os consumidores adquirem produtos ou serviços online por meio de um site B2C ou marketplace virtual. O e-commerce permite que os consumidores naveguem por uma vasta gama de produtos, selecionem e comparem preços e recursos, e façam compras de forma segura usando vários métodos de pagamento. O comércio móvel também é um exemplo de e-commerce: clientes compram online usando um celular para encontrar e pagar por produtos.
O e-commerce pode assumir uma variedade de formas envolvendo diferentes relações transacionais, incluindo:
- Vendas de varejo online de bens físicos ou digitais
- Transações de atacado
- Dropshipping
- Crowdfunding
- Produtos e serviços baseados em assinatura
- Licenciamento de serviços e software
- Taxas de transação
O que é um site de e-commerce?
Um site de e-commerce é uma loja virtual que permite que empresas vendam produtos ou serviços pela internet para clientes. Sites de e-commerce podem ser projetados para vender produtos físicos, produtos digitais ou serviços. Eles geralmente incluem recursos como catálogos de produtos, informações de preços, avaliações de clientes, rastreamento de pedidos, contas de clientes e sistemas de processamento de pagamentos.
Aqueles que buscam iniciar um negócio de e-commerce não precisam necessariamente de um site de e-commerce. Marketplaces online e plataformas de venda social são alternativas a sites independentes. Essas podem ser opções ideais para empreendedores de primeira viagem que buscam atrair clientes para um novo negócio virtual. Um plano Starter da Shopify é uma ótima maneira de entrar no e-commerce sem construir uma loja virtual completa.









